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Let It Be...

Tempo de mudanças, recomeços e de escrever novas histórias... Tempo de quebrar correntes, laços e construir novos caminhos... Tempo de ser livre para fazer as próprias escolhas... Tempo de ser...e deixar ser...

Let It Be...

Tempo de mudanças, recomeços e de escrever novas histórias... Tempo de quebrar correntes, laços e construir novos caminhos... Tempo de ser livre para fazer as próprias escolhas... Tempo de ser...e deixar ser...

Cartas que nunca te enviarei.

 

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Não julgues que não penso em ti. Penso sim, a cada hora que preenche os meus dias...acordo a pensar em ti e adormeço contigo no meu pensamento.

Estas palavras podem parecer lugar comum, mas são a mais pura das verdades.

Às vezes sinto-me sufocar, tal é a dor que sinto por não estar contigo.

Parece que me doem todas as partes do corpo, e no final do dia sinto um cansaço como se tivesse carregado o peso do mundo nos meus ombros...desgasta-me.

Sinto que te comecei a amar verdadeiramente no dia em que te deixei...às vezes sinto tanto isso que nem imaginas... TANTO...

Tal como o TANTO que costumavas escrever para mim de todas as vezes que eu escrevia o quanto gostava de ti... TANTO... foi uma palavra que não sei porquê, mas significava imenso para mim, e nunca tive oportunidade de to dizer...esse teu TANTO, a forma como o escrevias e dizias.

Sinto-me por vezes à beira de um abismo, escuro e sombrio, daqueles que te abeiras e te sentes quase a cair, num precipício sem retorno...é cansativo.

Depois racionalizo (sim tu sabes que eu cá sou uma pessoa muito racional), abano a cabeça para te afastar (faço isso tantas vezes, tantas...) e lá reencontro o meu caminho, aquele que escolhi sem ti. Aquele caminho que me predispus a seguir, consciente dos meus objectivos ou dos tal “sonhos” como uma vez referiste (erradamente).

No meio da minha “racionalização” diária, consigo lidar com esta estúpida dor que se me atravessa no peito, tendo consciência de que fui eu que a provoquei, e como tal aceito-a como o meu castigo, aquele que eu tive a ousadia de me auto infligir.

Sinto-me estúpida e fraca mas não controlo...não consigo. Aparento que estou bem, crio uma carapaça de felicidade e bem-estar, mas dentro de mim tudo se desmorona...e esse esforço constante que faço a cada dia, por vezes deixa-me sem forças.

Estou cansada, sabes?

Porque não sou dada a fraquezas e tu és estupidamente a minha fraqueza, aquela que se instalou cá dentro e a que não consigo dar ordem de despejo.

Tento por tudo olhar à minha volta para encontrar novos pontos de interesse, até novos amores quiçá, como tantos me aconselham ser o melhor para te esquecer, mas não consigo...

Não consigo...

Deixei de frequentar todos os lugares comuns em que estive contigo, porque tudo me lembrava de ti. Mas todos os novos lugares que frequento e por todas as novas coisas que passo, dou por mim a desejar que estivesses comigo, a pensar que irias gostar, a ansiar que as partilhássemos.

É arrasador, é pois...

Desejar que me abraçasses nem que fosse por um segundo, como se a minha vida dependesse disso...e do tanto que passámos, do que mais sinto falta são mesmo os teus abraços...

Sinto falta de ti, e essa é mesmo a minha maior inconfidência...

Xana <3

 

 

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